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Freguesia Montalvão

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in "Estudo Demográfico do Concelho de Nisa", realizado no âmbito da Licenciatura em Gestão e Administração Pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas-Universidade Técnica de Lisboa"

 

in "Estudo Demográfico do Concelho de Nisa", realizado no âmbito da Licenciatura em Gestão e Administração Pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas-Universidade Técnica de Lisboa"

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António José Belo - Artesão e Poeta Popular

 

Feira do Artesanato - 1993

 

 

 

Fotos gentilmente cedidas por seu filho: Coronel José Maria Belo

Antigo Rancho Folclórico

Esta foi, infelizmente, mais uma das atividades culturais de Montalvão que se perdeu, mas não por falta de adesão da população. A emigração, maioritariamente para França e, em menor escala, para a Alemanha e também da migração de muitos jovens - acabado de cumprir o serviço militar - para os grandes centros económicos, como Lisboa, por exemplo, à procura das condições laborais que Montalvão não lhes poderia proporcionar, foram determinantes para o desaparecimento, também, do Rancho Folclórico de Montalvão.

Mas enquanto houve possibilidades físicas para o manter, já que vontade não escasseava, foi igualmente importante, a par da(s) Banda(s) de Música e dos Grupos Cénicos.

Pelos registos disponíveis,(1) o primeiro agrupamento folclórico, o Rancho da Casa do Povo de Montalvão, terá sido formado em 1944, realizando a sua primeira apresentação fora de Montalvão, em Portalegre, em 5 junho desse ano, no âmbito da “Exposição das Actividades Corporativas do Distrito de Portalegre”.

O grupo de Montalvão era então constituído por quatro pares:

António José Belo e Maria Emília Pereira

João António Lopes e Nazaré Belo dos Santos

João António de Matos e Maria Semeda

João José Júlio – Josefa dos Santos Bizarro

Acompanhamento musical por João Pedro Martins – acordeão

 

Pela qualidade do desempenho do Rancho de Montalvão, foi ele o único dos que ali atuaram a ser convidado para atuar na reedição daquela exposição, desta feita em Elvas.

Em 1960, na inauguração do Hospital de Nisa, Montalvão fez-se representar através do Rancho da Casa do Povo, com o seu típico traje regional – (1) descrição pág. 130 – dançando e cantando canções igualmente regionais. Atuaram dessa vez:

Maria da Silva Lopes

Maria Auzenda Lucas da Silva  

Maria da Graça Eugénio Morujo

Joaquina de Matos Belo

Maria Alice Morujo Alonso

Maria Júlia Sereno

Isabel Gonçalves Leirinha

Inês Louro

Lídia dos Remédios Fidalgo

Maria do Rosário Estrela Leirinho

Manuel Semedo Leandro

João Lucas Gonçalves

José Miguéns Morujo

José Domingos Rendeiro

António Miguel Belo Rebelo

Amândio Guerra Mourato

Joaquim Maria da Costa

Manuel Leandro Semedo

José Louro Fidalgo

Manuel do Rosário Dias

Acompanhamento musical por – acordeão

Ensaiador: António José Belo

 

Em 1971, foi realizado mais um espetáculo em Nisa, a favor do Hospital respetivo. Montalvão fez-se representar, uma vez mais, pelo seu novo Rancho Folclórico, ensaiado e acompanhado por António José Belo, que acumulava com a função de Presidente da Direção da Casa do Povo.

Compunham o Grupo:

Maria Lisete Sereno Simão

Catarina Carrilho Castelo

Maria da Felicidade Lopes

Maria Lucília de Matos Dinis

Zélia Maria Leandro

Joaquim Manuel Margarido

António Belo Carrilho

João Gonçalves Mourato

Mário do Rosário Belo

Maria Ana Sequeira Belo

Maria de Fátima Belo dos Reis

Maria Filomena Domingos

Ana Maria da Silva Lopes

Joaquim Marques Guerra

Carlos dos Santos Matos

José Maria São Pedro

José Baptista Domingos

João Gonçalves da Costa

 

Luís Gonçalves Gomes

22 dezembro 2015

 

Agradecimentos a António Cardoso Mourato, pela autorização de publicação das fotos abaixo (a preto e branco), insertas no livro a seguir referido.

(1) MOURATO, António Cardoso, “Montalvão, Elementos para uma Monografia desta Freguesia do Concelho de Nisa; ed. Comissão Conservadora das Obras da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios de Montalvão, 1980, pp. 127 a 134.

 

 Intervenção na inauguração do Hospital de Nisa, 1960

 

1971

 

Foto gentilmente cedida por Elsa Cústódia Lopes

22 dezembro 2015

Antigo Grupo de Teatro (1)

Falar do Grupo de Teatro ou Cénico de Montalvão é falar dos seus mentores, como já referimos em “Figuras Populares”, ou seja de António José Belo e do pároco Padre José António dos Santos.

Deveu-se a ambos a organização em 1962 de um Grupo Cénico, composto por jovens montalvanenses, cujos nomes se registam abaixo, os quais se iniciaram com as peças “A Desgraça Benfazeja” e “O Bruxo em Calças Pardas”, cuja autoria se desconhece.

As representações ocorreram em Montalvão e nas localidades próximas, Nisa, Salavessa e Póvoa e Meadas, revertendo as respetivas receitas a favor do Hospital de Nisa e da Igreja Matriz de Montalvão.

Compunham o Grupo de Teatro os seguintes atores amadores:

António José Belo – Ensaiador

Maria do Rosário Estrela Leirinha

Ana Dinis da Graça

Maria Leandra de Matos Belo

Filipe da Silva Semedo

João Lucas Gonçalves

José António Leandro

João de Matos Belo

José Maria da Costa

Silvestre dos Santos Miguéns

Maria Júlia Sereno

Maria de Lurdes Vitorino Serra

Maria Joana da Costa

Pe. José António dos Santos

Francisco Carvalho Belo – Banjo

Joaquim Branco– Acordeão

Joaquim Leandro Marques – Clarinete

Manuel de Matos Belo

José Serra Vitorino

Em 1964, os mesmos mentores – António José Belo e Pe. José António dos Santos – organizaram novo Grupo Cénico, composto maioritariamente por estudantes. O espetáculo encenado era composto de variedades, cabendo o acompanhamento musical aos músicos acima referidos. Representaram-se as peças teatrais “As Duas Mães” e “Brincadeiras de Carnaval”. A receita reverteu igualmente a favor do restauro da Igreja Matriz de Montalvão.

Eis os nomes dos atores:

Laurentina Morujo e Matos

Irene da Silva Matos

Maria Joaquina Belo Silveira

Maria da Graça Possidónio

Sara Castanheiro Louro

Amândio da Graça Miguéns de Matos

António Tremoceiro Cardoso

Maria dos Remédios Sereno

Clementina dos Remédios Marques

Isabel dos Reis Belona

Maria da Graça Miguéns de Matos

Lucília dos Remédios Sereno

António Rapado Antunes

Leandro da Silva Matos

José Tremoceiro Domingos

Anselmo da Silva Matos Roberto

António Eduardo Marcelino Morujo

Fernando Sequeira Miguéns

Joaquim Maria Vivente Nunes

Em 1971, foi representada a peça “A Sombra e a Luz”, além da comédia “A Princesa Improvisada” e um ato de variedades, nelas tendo atuado:

Zélia Maria Leandro

Maria Filomena Domingos

Maria de Fátima Belo dos Reis

Maria Ana Sequeira Belo

João Gonçalves da Costa

José Maria Correia São Pedro

Olivier Leandro Rebelo

Maria Lucília Dinis

Maria da Felicidade de Matos Lopes

Catarina Carrilho Castelo

Maria Lisete Sereno Simão

Joaquim Marques Guerra

José da Silva Baptista Domingos

A música esteve a cargo de Francisco Carvalho Belo, Joaquim Branco e Joaquim Leandro Marques.

A organização do espetáculo foi da responsabilidade da professora Maria da Conceição Porfírio, do Centro de Obras das Mães, cabendo o ensaio e apresentação a António José Belo.

Finalmente registam-se também o nome dos conterrâneos que atuaram num outro espetáculo, que, como a quase totalidade, foi organizado por António José Belo e Pe. José António dos Santos, sendo o primeiro o habitual ensaiador e apresentador. Atuaram desta vez:

Agostinho Bento Sacramento

Luís Belona da Graça

José Louro Fidalgo

José Miguéns Morujo

Vergílio dos Remédios Marques

Joaquim Maria Castanheiro

Joaquim Maria da Costa

Lídia dos Remédios da Silva Lopes

Maria Júlia Sereno

Isabel Gonçalves Leirinha

Inês Louro

Joaquina de Matos Belo

Maria da Graça Miguéns deMatosJoaquim Branco – Acordeão

Uma vez mais, a receita reverteu a favor da reparação da Igreja Matriz de Montalvão.

 

Luís Gonçalves Gomes

22 dezembro 2015

Agradecimentos a António Cardoso Mourato, pela autorização de publicação das fotos abaixo, insertas no livro a seguir referido.

(1) MOURATO, António Cardoso, “Montalvão, Elementos para uma Monografia desta Freguesia do Concelho de Nisa; ed. Comissão Conservadora das Obras da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios de Montalvão, 1980, pp. 121 a 126.

 

 

1962

A "Guerra das Laranjas", de 1801, e sua relação com Montalvão

A estória que se conta

A propósito da chamada “Guerra das Laranjas” e da sua eventual relação com Montalvão, a “vox populi” conta um episódio com a bem-intencionada pretensão de enaltecer um feito bélico atribuído à diminuta guarnição aquartelada na pequena fortaleza ou castelo de Montalvão, ocorrido em plena campanha da referida guerra, sem atender a rigores históricos, na quase totalidade das vezes.

E quando assim é, corre-se o risco de através dessa bem-intencionada repetição, se introduzirem desvios ("quem conta um conto acrescenta um ponto") ao que é verídico e ao que deve, por isso, ser perpetuado sobre o papel que Montalvão terá desempenhado naquela designada guerra, ocorrida em escassas três semanas - verificando-se a invasão de Portugal em 20 de maio de 1801 - ou que impacte esta teve na nossa pequena Vila. 

É seguro que a referida guerra alguma influência  teve na vivência quotidiana de Montalvão e nas tropas ali aquarteladas, pois as evidências documentadas nos registos existentes no Arquivo Histórico Militar (AHM) do Estado-Maior do Exército, demonstram que aquela guarnição, dispondo de várias peças de artilharia (segundo o inventário realizado em agosto, setembro, outubro, dezembro de 1768, cf. cópias de que dispomos), se manteve ativa e vigilante durante aquele período belicoso.

Mas foi mais do que isso, a avaliar pelo relato, que a seguir se transcreve: 

"Dia 3

Al amanezer se presentò delante del Castillo de Montalvanhà el Comandante Orell con las Tropas de su mando y dos piezas de Artilleria qua havia llevado à Castel de Vide; su intimación no fue inesperada ni feliz como la anterior; el Comandante o Gobernador de aquella fortaleza, animado por su ventajosa situación, y sobre todo por su proprio honor, respondió con entereza, haciendo después por espacio de 14 horas un vivo fuego de cañon sobre el sitiador que tuvo la audacia de escopetear los parapetos de la Plaza viéndose finalmente obrigado a retirarse no obstante los refuerzos que  havia recibido.                                                                                                                        Trajo consigo mucho ganado que también se entregó a la 2ª División"...(1)

Este pequeno trecho, como referido abaixo (v. Bibliografia), é parte de um diário de operações de uma das divisões das tropas espanholas que invadiram Portugal, justamente pelo Alentejo, como explicado mais adiante, não sendo de estranhar esta incursão até terras de Montalvão, entre outras, com o principal objetivo de capturarem mantimentos, o que, a avaliar pelo referido na última linha daquele relatório, foi alcançado.

Efetivamente, como se encontra relatado nos trabalhos publicados pelo Professor António Ventura, nomeadamente os relativos às batalhas ocorridas em Campo Maior e em Arronches, registaram-se várias ocorrências em Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, etc., decorrendo o ataque a Montalvão (mal sucedido, felizmente, graças à bravura da sua guarnição militar) da progressão até aí bem-sucedida das tropas invasoras.

..."A Divisão de Vanguarda, concentrada em Santa Engrácia, junto ao Xévora, atravessou a fronteira no dia 20 de Maio e tomo posições junto a Elvas...

...A Divisão de Vanguarda avançou depois para Portalegre, passando por Alegrete, e ficou acampada naquela cidade. A partir dela foram enviados destacamentos a várias localidades circunvizinhas para recolher víveres, gados e impôr contribuições de guerra, como sucedeu a Alpalhão e Castelo de Vide. A partir desta vila, os espanhóis tentaram tomar Marvão, sem sucesso. A praça resistiu durante algumas horas e os atacantes desistiram dos seus propósitos"...(2)

O mesmo insucesso tiveram em Montalvão, onde, apesar do relativamente pequeno efetivo e com o suporte das peças de artilharia de que dispunha (v. quadro relativo ao já aludido inventário efetuado em 1768 - homens e peças de fogo), instaladas na praça de aquartelamento (castelo), foi o suficiente para obrigar o inimigo à retirada, sem honra, nem glória, saliente-se.

Nas localidades mais próximas de Montalvão, como é o caso de Nisa e de Alpalhão encontravam-se igualmente aquarteladas tropas portuguesas, sendo todavia maiores os respetivos contingentes, ao ponto de chegar a estar instalalado naquela última um dos quartéis-generais de campanha, o que poderá justificar a pequena guarnição de Montalvão.

Aquela estória ou episódio insere-se na "Guerra das Laranjas", como fica explicado, mas dele não se retira o que esta verdadeiramente significou e que consequências trouxe a Portugal até aos nossos dias, parecendo-nos apropriado que façamos aqui uma descrição da mesma, ainda que sintética, até para contextualização daquele episódio, que nos diz diretamente respeito.

Comecemos assim por recorrer às fontes de informação disponíveis, nomeadamente ao Arquivo Histórico Militar (AHM) do Estado Maior do Exército (Campanhas da Guerra das Laranjas, 1801-1ª Divisão, 12ª Secção, Inventário de Documentos, Lisboa 2004, Abril; cotas correspondentes a Montalvão:1/12/1/8; 1/12/1/ 21 e ao rio Sever 1/12/3/5) e também 3/9/52/A (inventário das peças de artilharia existentes no quartel de Montalvão à data de 1768), onde obtivemos os fac-similes (cópias impressas e em CD) da correspondência da época, expressamente alusivos a Montalvão.

Consultada foi também a vária informação disponível na internet, bem como as publicações da autoria do Prof. António Ventura, relativas aos confrontos de Arronches e de Campo Maior, não tendo sido possível, porém, consultar uma outra, quiçá mais abrangente, justamente sob a epígrafe de “A Guerra das Laranjas” da Editora Colibri ou Quidnovis (esta já extinta), por já não se encontrarem disponíveis no mercado. E, entre outras, esta seria, e poderá ainda vir a ser, fonte obrigatória de consulta.

Guerra das Laranjas - sinopse

“A Guerra das Laranjas foi desencadeada durante três semanas na sequência de um Acordo entre Napoleão e Carlos IV de Espanha para a partilha de Portugal, prenunciando desta forma as invasões francesas. A 29 Janeiro 1801, a Espanha e a França enviaram um ultimato a Portugal no sentido de abandonar a aliança com a Inglaterra e fechar os portos aos navios ingleses. A 27 Fevereiro Carlos IV declarou guerra a Portugal, dando-se a invasão do Alto Alentejo por um exército comandado por Manuel Godoy, visando as praças de Olivença, Campo Maior, Castelo de Vide e Portalegre, entre outras. A 6 de junho assinaram-se dois acordos de paz, um com Espanha e outro com a França. Com estes acordos a Espanha restituiu as praças conquistadas à excepção de Olivença e Portugal foi obrigado a pagar uma indemnização de 25 milhões à França e a fechar os portos aos navios ingleses”. (transcrição do doc. do AHM acima referenciado) (sic)

 Apesar da curtíssima duração desta guerra (cerca de três semanas, como referido), desencadeada por Espanha contra Portugal, não se pense que os seus preparativos foram minimamente descurados pelo invasor. De facto, ao mesmo tempo que decorriam conversações, (desde 1796) debaixo de forte tensão e de difíceis relações entre ambos os países, a Espanha preparou-se meticulosamente a partir do ano seguinte (1797) para invadir Portugal, não obstante a guerra ter sido declarada apenas quatro anos mais tarde (a 27 de fevereiro de 1801), por motivo de várias vicissitudes.

Tais preparativos basearam-se precisamente em quatro detalhados estudos, realizados por experientes militares, de entre eles os generais D. José Urrutia e D. Gonzalo O’Farril y Herrera, tendo como objetivo primordial avaliar as vulnerabilidades de Portugal, sob diferentes perspetivas e, do mesmo passo, as forças e fraquezas da própria Espanha, como seria igualmente imperioso fazer. Foi com base em tais estudos, que o então primeiro-ministro D. Manuel Godoy - natural de Badajoz, por ironia apelidado “Príncipe da Paz”, entretanto nomeado comandante-em-chefe e mais tarde Conde de Évora-Monte -, decidiu escolher o Alentejo para invadir Portugal. Certamente o fez por ter constatado ser por ali que encontraria menor resistência, devido à escassez de forças e de meios militares ou, mais ironicamente, por afinidades com a sua terra-natal. Daí que parte desta província, nomeadamente a zona fronteiriça do Alto-Alentejo, tenha sido a escolhida para palco desta tristemente célebre contenda e, consequentemente, a sua maior vítima.

Como já referido, a "Guerra das Laranjas" teve curta duração, mas nem por isso deixou de ter consequências a nível de domínio territorial e de delimitação da fronteira que dividia e divide agora Portugal da Espanha, nomeadamente em Trás-os-Montes e, principalmente, na área do território alentejano invadido, pois foi a partir dela que se verificou a perda de Olivença e dos territórios conexos, datando daí a famigerada questão de Olivença, que se mantém nos nossos dias. 

Mas se aquele foi um dos resultados negativos daquela fugaz guerra, nomeadamente no território continental, a sua influência, porém, também se fez sentir na América do Sul, neste caso pela positiva, tendo saído beneficiado o Brasil, com o ganho de novos territórios no Rio Grande do Sul, da então colónia portuguesa. Tal benefício, contudo, foi menorizado pela perda de território, também no Brasil, na região de Mato Grosso, em resultado da delimitação da fronteira entre a Guiana Portuguesa e a Francesa.

A "Guerra das Laranjas" foi, por outro lado, o prenúncio e o preparar do terreno para uma outra que se lhe seguiu, mais longa e inevitavelmente mais devastadora, em termos de perdas humanas e materiais, como foi a "Guerra Peninsular" (1807-1814), desencadeada pelo Primeiro Império Francês, aliado a Espanha, contra a aliança da Grã-Bretanha e Portugal, tendo em vista o domínio da Península Ibérica, ao mesmo tempo que as guerras napoleónicas se espalhavam por toda a Europa.

Entretanto, a aliança entre a França e Espanha rompeu-se em 1808, mas nem por isso findou a "Guerra Peninsular" ou "Invasões Francesas", como este conflito ficou popularizado, tendo terminado em 1814, com a derrota inapelável de Napoleão em toda a Europa e em Portugal, naturalmente, o qual alcançou desta forma uma nova libertação e independência nacional.  

Finalmente, porquê a designação de "Guerra das Laranjas"? A mesma poderá ter origem num episódio ocorrido no cerco a Elvas, em Maio de 1801: soldados espanhóis terão colhidos laranjas num pomar dos campos elvenses, as quais, após entrega ao Comandante D. Manuel Godoy, terão sido enviadas por este à rainha Maria Luísa, esposa de Carlos IV de Espanha, com a mensagem: “eu careço de tudo, mas sem nada irei para Lisboa”.

Flashes da história da época que explicam o conflito

Devido ao estado de saúde de sua mãe, a Raínha D. Maria I (1777-1816), conhecida como “A Louca”, Portugal era governado nesta época pelo Príncipe Regente D. João, futuro D. João VI, que assumira plenos poderes em 1799.

Em princípios de 1801 Portugal era considerado como um país neutral, situação reconhecida internacionalmente desde 1782, por decorrência do tratado assinado por D. Maria I, com a Rússia, de Catarina a Grande, a fim de integrar a Liga Armada dos países neutrais do Norte da Europa, no decurso da Guerra da Independência Americana.

Apesar dessa pretensa neutralidade, por força da declaração de guerra à Grã-Bretanha pela França, então saída da revolução francesa (1789-1799), Portugal acabou por ser arrastado para o conflito assim gerado, em virtude do tratado que assinara com a Espanha em 1778, obrigando cada um dos países subscritores a ajudarem-se mutuamente, em caso de ataque por terceiros países.

Atacada a Espanha pela Grã-Bretanha, o governo espanhol, em 1793, reclamou a Portugal, a ajuda de que precisava, a qual lhe foi inevitavelmente concedida. A partir daí a França deixou de reconhecer a Portugal o estatuto de neutralidade, alegando que por ter entrado no conflito contra a então República Francesa se tornara uma potência beligerante e, por isso, ela própria em guerra. No fundo, um pretexto utilizado para levar por diante os objetivos estratégicos que tinha para a Península Ibérica e que vieram a culminar nas "Invasões Francesas" ao nosso país, ocorridas entre 1807 e 1814, tendo como ensaio, precisamente, a "Guerra das Laranjas", seis anos antes, debaixo de um clima de rotura diplomática entre a França e Portugal, que se manteve justamente até 1801.

Dada a crispação que envolvia por esta altura as relações de Portugal com a Espanha e a França, e o consequente espetro de uma guerra a declarar por estes países contra o primeiro, os nossos governantes aguardaram uma invasão. Primeiro em 1796, e depois, como esta não se verificou, no ano seguinte. Nesta suposição, concentraram uma parte do exército lusitano em Azambuja, preparando-o, debalde, para a guerra. Como já dito, esta não se confirmou, mas não por o ambiente ter ficado apaziguado, antes por que o acaso contrariou os intuitos de Espanha e da França. Efetivamente, a derrota da frota espanhola ao largo do Cabo de S. Vicente, associada ao facto de ter chegado a Lisboa um corpo de tropas britânicas e à assinatura do Tratado de Paris, fez com que a Espanha tivesse adiado a invasão a Portugal naqueles anos, a qual, aliás, lhe estava imposta pela França republicana.

A expetativa da guerra manteve-se em Portugal até 1800 e apenas a derrota dos exércitos franceses pela Alemanha e Itália, trouxe aos portugueses a ténue esperança de ver afastado o fantasma da guerra, com o seu envolvimento direto.

Os exércitos franceses, porém, conseguiram reverter a situação a seu favor, e no final de 1799, com a chegada ao poder do general Napoleão Bonaparte, através do golpe de estado que liderou, o governo francês adquiriu uma força acrescida, tendo em vista alargar o seu domínio a todo o continente europeu, incluindo, portanto, Portugal.

Os governantes portugueses por não estarem convenientemente informados sobre todas estas movimentações e, talvez por isso, não terem conseguido vislumbrar o alcance estratégico das mesmas, no início de 1800 desmobilizaram parte significativa do exército português, que se encontrava de prevenção desde 1796. O motivo de tão imponderada desmobilização terá sido uma tentativa de diminuição dos custos que acarretava uma tão significativa mobilização, a par da necessidade de solucionar a falta de mão-de-obra na agricultura, derivada do recrutamento intensivo de populares para o Exército e para a Marinha nacionais, ao longo, praticamente, da última uma década do século XVIII.

Neste cenário, Portugal encontrava-se expetante quanto ao evoluir dos acontecimentos, para só depois reagir. Erro crasso, como veio a verificar-se passado um ano, agravado pela decisão do então Governador das Armas do Reino, o 2º Duque de Lafões,  (D. João Carlos de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, fundador da Academia das Ciências de Lisboa, na altura já um octogenário debilitado pela idade e pela saúde precária) em afastar as tropas britânicas estacionadas em Lisboa, desde 1797, muito embora tal decisão tivesse como perspetiva a tentativa de demonstrar a neutralidade portuguesa, com a esperança de, por essa forma, evitar a guerra.

Tentativa frustrada, na medida em que a retirada dos embaixadores espanhol e francês de Lisboa, em 19 fevereiro de 1801, foi o prenúncio da eclosão da guerra, que veio a ser declarada cerca de dez dias depois. Os espanhóis começaram por posicionar junto à fronteira portuguesa os três exércitos (Divisões) que utilizaram, em três das suas Regiões: Galiza, Andaluzia e Estremadura. Os dois primeiros eram constituídos apenas por uma Divisão, enquanto o mais numeroso, formado por cinco divisões sob o comando de Manuel de Godoy, ficou incumbido de invadir Portugal, pelo Alentejo, embora tenham ocorrido ações militares noutros pontos da fronteira.

O ataque efetivo veio a dar-se em finais de Maio, mais precisamente no dia 20, com a entrada do exército espanhol, sem receber resistência, no Alentejo, começando por tomar Olivença e seguidamente Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena e Ouguela. A praça-forte de Campo Maior veio igualmente a ser tomada, mas oferecendo uma resistência merecedora das honras militares do inimigo. Apenas a parça-forte de Elvas conseguiu resistir vitoriosamente.

Sem resistência digna desse nome por parte das tropas portuguesas, sem que isso ponha em causa a sua bravura, mas pelas decisões políticas atrás mencionadas, o exército espanhol, em dezoito dias apenas, dominou completamente o Alto-Alentejo.

Outra coisa não seria de esperar, face à desproporção de meios postos no terreno. Por parte de Portugal, o seu Exército contava com um efetivo de 2.000 cavaleiros e 16.000 homens de infantaria, sob o comandado do já mencionado 2º Duque de Lafões, ao passo que Espanha mobilizou um efetivo de 30.000 homens, propositadamente para invadir o nosso país.

As tropas francesas (15.000 homens, comandados pelo General Leclerc), que igualmente deveriam ter entrado no conflito ao lado dos espanhóis, não tiveram oportunidade de intervir, face à curtíssima duração do mesmo.

Luís Gonçalves Gomes

23 dezembro 2015

Bibliografia:

(1) in “Diario de Operaciones contra Portugal-año de 1801-División de Vanguarda”, redigido por Luís Rancaño, transcrito in VENTURA, António, “O Combate de Arronches – Um episódio da Guerra das Laranjas, ed. Câmara Municipal de Arronches, Odivelas, sem data, p. 113.
(2) in VENTURA, António, "O Combate de Flor da Rosa" Conflito Luso-Espanhol de 1801, Ed. Colibri, 1996; p.16.

Estando o livro esgotado, tentámos ainda o contato com o Prof. António Ventura, para melhor esclarecimento do episódio referente a Montalvão e que se encontra publicado naquele livro, mas que se encontra fora do mercado. Para aquela transcrição - embora a mesma já apareça referida nas publicações que os Drs. Jorge Rosa e José Murta dedicaram, respetivamente, a Montalvão e ao Castelo (v. "Publicações", neste "sítio") -, valemo-nos do contato com a Câmara Municipal de Arronches, que muito gentilmente (Sr. Emídio Murta) nos remeteu cópias de algumas páginas do livro, onde aquele relato está descrito, como acima respigado, ipsis verbis".

Nota: para informação mais completa e imediatista sugere-se a consulta aos links, igualmente utilizados como fontes de informação, além das outras explicitadas no texto:
1) http://www.arqnet.pt/exercito/laranjas.html
2) http://www.diario-universal.com/2007/03/aconteceu/guerra-das-laranjas/
3) https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_das_Laranjas
4) https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Godoy

João Manuel Gordo da Graça

 

Cecília da Graça (esposa)

 

 

 

 

Fotos gentilemente cedidas pelo próprio

04 janeiro 2016

Luís Gonçalves Gomes

28 novembro 2016

 

 

 

 

Fotos gentilmente cedidas pelo próprio

 
 
 

 

 

 

Luís Gonçalves Gomes

04 janeiro 2016 e 11 outubro 2016

José Miguéns: apicultor e artesão montalvanense, amante da natureza; nasceu a 12 novembro 1948; faleceu a 4 dezembro 2017. R.I.P.

 

Nota: informação recolhida na biblioteca do Museu Militar, em Lisboa, e criação do quadro supra por Luís Gonçalves Gomes (07 janeiro 2016)

Mappa Geographico de huma parte das Provincias de Alemtejo e Estremadura... / por J. N. d N. C.. - [Escala não determinada] 1801. - 1 mapa;  Cota D-190-a   (em depósito na Biblioteca Nacional de Portugal)

 

 

 

 

Luís Gonçalves Gomes

07 janeiro 2016 e 11 outubro 2016

José Miguéns: apicultor e artesão montalvanense, amante da natureza; nasceu a 12 novembro 1948; faleceu a 4 dezembro 2017. R.I.P.

Castelo de Montalvão

..."Há poucos vestígios das fortificações, que cingião antigamente a Villa, das quaes  se dis, que forão arrazadas na campanha de 1704 porem ainda no extremo meriodional da povoação a Cidadella ou Castello, que um reduto (de) baze circular, ou antes elliptico, que terá oitenta passos de cumprido  e quarenta e cinco ou cincoenta de largo. elle não he terraplanado para que a Artilharia possa laborar sobre as suas débeis muralhas, as quaes tem bastante altura da parte da campanha, e são inteiramente descubertas até ao seu pé e sem fossos, Da parte da Villa, as muralhas são baixas, e quazi incostada a ellas, no seu lado exterior, fica a Igreja Matriz, a qual he ainda coberta por hum pequeno muro que se une pelas extremidades com a do reducto. Neste se achão desmontados e comidos pela ferrugem uns canhões de ferro de muito antiga construção. Esta obra ainda quando fosse reedififiada e guarnecida não poderia só por si, fazer huma grande defensa, pois não imbaraçando o acesso da Villa pelos outros lados, he mui debil e acanhada para resistir a hum ataque qualquer formado da parte da mesma Villa.

Apezar da ruina desta pequena forificação que atualmente serve para hum pomar, se conserva ainda o costume de enviar para ali hum Governador militar permanente, e o actual tem a patente de Sargento-mor."...(sic) (1)

Classificação

Arquitetura militar, medieval. Castelo de planimetria poligonal, ovalada, com duas torres e cisterna (IPA.00027855; Número IPA Antigo: PT041212050043),estando classificado como Monumento de Interesse Público – MIP do grau 5 (v. abaixo referências de diplomas legais aplicáveis)

Por conseguinte, a sua área de implantação está classificada como “Zona Especial de Proteção” (abreviadamente ZEP ou ZP), sendo uma área ou zona "non aedificandi"

Breve descrição

Montalvão, devido à sua particular localização geográfica, desempenhou um papel estrategicamente muito importante nos primórdios da monarquia portuguesa. Efetivamente, em plena Reconquista Cristã da península Ibérica (iniciada em 718 nas Astúrias por Pelágio e sendo dada como terminada em toda a Península Ibérica em 1492), o castelo integrava a chamada Linha do Tejo, visando a proteção da linha de fronteira com Castela. Apesar dessa importância estratégica não se conhecem informações acerca da evolução histórico-arquitetónica da sua estrutura.

A necessidade de proteção deste sector da fronteira, aliada à pouco efetiva densidade populacional, determinou que a localidade se instituísse como sede de um território vital para a sobrevivência da ordem cristã na região. Por isso, não admira que, depois de primeiramente a Comenda de Montalvão ter sido atribuída à Ordem Templária, após a extinção desta, tenha sido Comenda da Ordem de Cristo, instituição que terá estado na origem do castelo, tal como o conhecemos ainda, cujas muralhas, embora arruinadas, se encontram, contudo, bem definidas. A sua construção tem sido apontada no reinado de D. Dinis (1279-1325), mas o monumento carece ainda de um estudo arqueológico mais vasto que permita extrair conclusões acerca das fases de ocupação por que passou até aí. O certo é que o castelo de Montalvão está expressamente mencionado em diversas e muito empolgantes obras referentes à Ordem Templária, sendo um de muitos que pertenceu a esta poderosa Ordem religioso-militar (a primeira ordem militar da História), com enorme prestígio na cristandade. O mapeamento dos inúmeros castelos pertencentes aos Templários evidencia justamente o de Montalvão, fazendo inclusive parte dos "Itinerários ou Rotas Templárias", conforme se pode ver através do item alusivo neste portal.

A fortaleza baixo-medieval, de formato semi-oval, não terá sido uma obra de grande envergadura, na medida em que, nos inícios do século XVI, Duarte d'Armas, desenhou-a (Livro das Fortalezas-1509, páginas 50;51 e que constitui o registo do levantamento efetuado por aquele escudeiro de D. Manuel I (1495-1521)), como tendo apenas uma muralha, sem qualquer torre anexa, fazendo-se o acesso ao espaço intra - muros por porta única. Essa entrada ou porta foi reconstruída um século depois, por se apresentar arruinada, adquirindo então a forma clássica de lintel reto entre pilastras suportando uma arquitrave, que ainda hoje se mantém, contrastando com o aparelho miúdo e irregular com que foi executada a cerca que define o castelo.

No interior do castelo encontra-se uma cisterna, e as muralhas, tal como os respetivos e peculiares alicerces, estão construídos em xisto, cuja predominância na região a isso forçosamente conduziu.

As muralhas originais e as que restam estão suportadas por uma plataforma sobrelevada, formada por fiadas de aparelho ou pedras de xisto sobrepostas em espinha, tal como ilustrado nas fotos correspondentes.

No interior do castelo, em plena antiga praça de armas, encontra-se uma arca sepulcral em pedra aparentemente granítica, de formato retangular, com uma das faces lavrada com elementos vegetalistas e a cruz de Cristo ao centro (v. foto)

Luís Gonçalves Gomes

08 janeiro 2016

 

Anexos a este apontamento:

Documentação fotográfica e gráfica (v. Galeria)

      IHRU: DGEMN / DREMS

Livro das Fortalezas de Duarte d’Armas, pgs 50 e 51, referentes ao Castelo de Montalvão

Mapa cadastral

Excerto do mapa militar IGeoE

Levantamento topográfico (cópia obtida na Câmara Municipal de Nisa)

Fotos aéreas (Google Earth)

Fotos atuais – 2015 (LGGomes)

Bibliografia:

(1) VICENTE, António Pedro, "Memórias e Documentos para a História Luso-Francesa-XI", Manuscritos do Arquivo Histórico de Vincennes, Referentes a Portugal II, (1803-1806); Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural Português, Paris-1972.

"Memórias descriptivas e militaires do terreno de huma parte da fronteira da Provincia do Alemtejo, formadas No Anno de 1804 em consequencia do Reconhecimento Militar Feito no anno precedente, segundo as Instrucçoens do Exmº Snr Tenente Gen.al e Inspector Geral das Fronteiras Marquês de La Rosiere, por Joze Maria das Neves Costa- Parte Primeira, Descripção Civil, Militar e Economica da Villa de Montalvão e seu Termo" pgs 54 e seguintes.

Inventário do Património Arquitectónico (DGEMN)

Instituto Português de Arqueologia

Castelo de Montalvão na base de dados do IGESPAR

Castelo de Montalvão no WikiMapia

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=27855

BASTOS MOREIRA, Cor. Eng - Castelo de Montalvão; in Jornal do Exército, Monumentos de Evocação Militar

LOBO, Francisco Sousa - A defesa militar do Alentejo. Monumentos. Lisboa: Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, Dezembro 2008, n.º 28, pp. 22-33;

MURTA, José Dinis - O castelo de Montalvão. Nisa: Câmara Municipal - Delegação Regional da Cultura do Alentejo, 1994;

MOURATO, António Cardoso (coord.) - Montalvão: elementos para uma monografia desta freguesia do concelho de Nisa. Montalvão: 1980;

ROSA, Jorge - Montalvão, Ecos de uma história milenar. Lisboa: Colibri, 2001;

Vária. Monumentos. Lisboa: Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, 2004-2005, n.º 21 e 23,

Referências de diplomas legais relativos à classificação do Castelo como MIP

Portaria n.º 643/2012, DR, de 2.ª série, n.º 212, de 2-11-2012 (ver Portaria)

Anúncio n.º 12203/2012, DR, 2.ª série, n.º 107, de 1-06-2012 (ver Anúncio)

Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)

Parecer favorável de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura

Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)

Proposta de 24-11-2010 da DRCAlentejo para a classificação como MIP

Despacho de abertura de 20-10-1994 do Presidente do IPPA

Parecer favorável de 9-08-1994 do Conselho Consultivo do IPPAR

Proposta de abertura de 16-05-1994 da DRÉvora

Proposta de classificação de 6-05-1994 da CM de Nisa

Documentos referentes a Zona Especial de Poteção (ZEP) ou ZP

Portaria n.º 643/2012, DR, de 2.ª série, n.º 212, de 2-11-2012 (ver Portaria)

Anúncio n.º 12203/2012, DR, 2.ª série, n.º 107, de 1-06-2012 (ver Anúncio)

Parecer favorável de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura

Proposta de 24-11-2010 da DRCAlentejo

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