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Freguesia Montalvão

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Mensagem do Presidente

Prezados Conterrâneos,

É-nos agora possível dar cumprimento ao desejo antigo de criarmos uma nova via de comunicação com as populações de Montalvão e Salavessa, pertencentes à Freguesia de Montalvão, mas também com todos os que, através de uma relação mais ou menos direta com as mesmas ou gostem de conhecer novas terras e realidades, delas se interessam ou alimentam o desejo de as visitar e conhecer melhor.

Esse novo espaço privilegiado de informação oficial da Freguesia e de interação, é o presente “sítio” na internet, que temos o grato prazer de dar a conhecer agora, o qual convidamos a visitar e a partilhar o mais abrangentemente possível.

Na sua conceção procurámos traduzir e dar a conhecer o que de mais relevante carateriza a nossa Freguesia, nos seus múltiplos aspetos: históricos, culturais, sociais, turísticos e gastronómicos, embora conscientes do que ainda pode e deve ser acrescentado, para maior enriquecimento do que agora se considerou essencial, como início.

O conjunto de informações que coligimos têm o único intuito de preservar o que de melhor a nossa Freguesia pode oferecer a potenciais visitantes e, do mesmo passo, fazer reviver aos naturais, sejam nela residentes ou não, as memórias de outrora, para melhor preservação das mesmas e consequente transmissão às gerações vindouras, para que estas conheçam e sucessivamente dêem a conhecer as suas raízes mais próximas e as remotas.

Como todos compreendem, não é, nem pode ser, um trabalho último e inacabado, desde logo porque não temos a pretensão de o ser, mas também porque a inexorável dinâmica da vida não permitiria que o fosse.

Ficamos assim totalmente recetivos aos contributos (envio de fotos, enriquecimento de textos e conteúdos em geral, correção de involuntários lapsos de memória ou omisões, etc.) e às sugestões construtivas que se enquadrem nos parâmetros e finalidades deste espaço internáutico, na certeza de que o mesmo não esgota, nem substitui outras vias de comunicação e de diálogo mais pessoal e direto com os órgãos responsáveis pela Junta de Freguesia de Montalvão.  

Com as minhas cordiais saudações

    O Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão

Manuel Gordo Tremoceiro

Mensagem do Presidente 

Prezados Conterrâneos,

Na mensagem que vos dirigi neste portal, em 12/08/2017, fiz um breve balanço do trabalho realizado pelo Executivo a que tive a honra de presidir, dado que se avizinhavam as eleições autárquicas. É o mesmo completado agora sobre um assunto desejado pelos montalvanenses há várias gerações, como mais adiante se explicará.

Como é sabido, o período que correspondeu ao meu exercício de funções enquanto Presidente, foi inferior ao tempo normal de uma legislatura, pois teve inicio após o anterior Presidente Francisco Almeida, ter sido forçado a resignar ao cargo por compreensíveis motivos de ordem pessoal e familiar, que lamento. Naquela mensagem fizemos o justo reconhecimento ao tempo que dedicou, enquanto lhe foi possível, ao exercício das exigentes tarefas que incumbem a tal cargo. Por ser justo, recorde-se que foi na sua Presidência, em cerimónia pública no dia 7 setembro de 2014, que se descerrou a placa evocativa no edifício do antigo Município de Montalvão, conforme se mostra no portal da Freguesia, sob o título “Antigo Município”.

No curto período de praticamente três anos que nos correspondeu e não obstante os condicionalismos orçamentais e administrativos que restringiram as nossas disponibilidades de tesouraria e dificultaram a nossa atividade e iniciativas possíveis, que gostaríamos de ter concretizado ou concretizado mais cedo, a verdade é que não só foi realizado muito trabalho, como iniciativas várias em Montalvão, com a participação ativa deste Executivo.

Outras, porém, apesar da sua importância para a Freguesia e da nossa grande vontade para as realizar, ainda não foram possíveis, pela sua natureza e, sobretudo, pela dependência de órgãos do poder central, o que nos transcende. É o caso da possível criação de parte do desejado “Centro de Interpretação Territorial” (vulgarmente chamado “museu”), num dos edifícios suscetíveis de utilização, ie, no antigo posto da GNR (ex-Guarda Fiscal), cujo acompanhamento transitará necessariamente para o novo Executivo, que brevemente tomará posse. Isto, sem prejuízo da imprescindível e desejada articulação com a Câmara Municipal de Nisa, conforme se espera venha a acontecer em tempo oportuno.

A cedência do edifício daquele antigo posto já tinha sido objeto de duas tentativas por dois Executivos antecedentes, nomeadamente junto da GNR, às quais, infelizmente, não foi dada sequer resposta.

A negociação decorrente da terceira tentativa, desta vez iniciada pelo presente Executivo,mediante carta dirigida à GNR e DGTF-Direção Geral do Tesouro e Finanças, em junho 2014, arrasta-se desde então, embora tendo alcançado já um nível de possível resolução nunca antes conseguido. Efetivamente, após um ano de muitas conversações e vasta troca de correspondência ao nível do Comando-Geral da GNR, este, compreendendo e manifestando apreço pela finalidade pretendida pela JFM, acabou por aceitar a cedência do edifício: …”esta Guarda não se opõe à sua cedência à Junta de Freguesia de Montalvão”...(sic)(carta de 17-06-2015).

Contudo, tal cedência, sendo uma condição necessária, mas não suficiente, dado o edifício ser património do Estado e, como tal, tutelado pelo Ministério das Finanças / DGTF, à qual compete tomar a decisão final, implica obrigatoriamente negociações com a mesma. Esta Direção-Geral, embora sem se opor à cedência, propôs condições financeiras incomportáveis, alegadamente por força da lei vigente e do famigerado “princípio da onerosidade do património do Estado”. Tais exigências encontram-se em negociação desde há vários meses, envolvendo inúmeras conversações telefónicas e pessoais, assim como abundante troca de correspondência e recurso a distintas entidades, na tentativa de agilizar o processo.

Depois de muitas insistências por uma resposta, aguarda-se ainda pela decisão da DGTF à contraproposta que a JFM lhe apresentou, por carta de 12 junho 2017.

Em melhor oportunidade e noutra sede, certamente não deixará de ser prestada uma informação mais pormenorizada sobre todo o processo.

Da parte do Ministério da Administração Interna, a entidade que tutela operacionalmente a GNR, tendo sido igualmente contatada, não levantou qualquer obstáculo.

Depois do que atrás se referiu e do que em outras Mensagens já demos conhecimento sobre o que este Executivo concretizou em diversificadas áreas, com resultados mais do que evidentes para a Freguesia, resta-me agradecer reconhecidamente à população da Freguesia, em geral, aos colaboradores da JFM e a todos os que se mostraram disponíveis para connosco colaborarem, tornando a nossa exigente tarefa mais atenuada e alcançados importantes objetivos para a Freguesia.

A todos o nosso sincero agradecimento, em meu nome e dos restantes componentes dos órgãos que compõem Junta de Freguesia.

 

Com as minhas cordiais saudações,

 

    O Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão

                                                                                        Manuel Gordo Tremoceiro

 

 

30/09/2017

Mensagem do Presidente

 

Prezados conterrâneos,

Dentro de escassas três semanas, celebraremos mais uma quadra natalícia, logo seguida das festividades do Novo Ano de 2019. São sempre duas datas muito marcantes na vida de todos nós, pelo convívio familiar e entre amigos que proporcionam, mas, igualmente, de reflexão e de balanço, em termos individuais e coletivos.

O espírito natalício traz-nos a harmonia espiritual e o dealbar de um novo ano é sempre um momento de esperanças e de promessas renovadas. 

É também esse o desejo muito sincero dos órgãos que compõem a Junta de Freguesia de Montalvão, convictos de que procurámos fazer o nosso melhor, dentro das capacidades e recursos, limitados sem dúvida, postos à disposição da Freguesia.

Alguns dirão que apesar da escassez de meios e recursosalgo conseguimos fazer e foi, de facto, realizado em prol das populações da Freguesia e, sobretudo, do seu futuro sustentável. Outros, por diferentes motivações, poderão considerar que mais deveríamos ter feito. É assim a natureza humana! Na verdade, independentemente do que se faça, sempre se poderá fazer mais e melhor, nunca se podendo esquecer a importância determinante das circunstâncias em que se atua.

Entraremos em 2019 com a vontade de prosseguirmos e, se possível, vermos concretizados os projetos em que estamos envolvidos e que têm como objetivo primordial o progresso e o desenvolvimento social da Freguesia, em articulação, como não poderia ser de outro modo, com as congéneres e municípios vizinhos, porque cada vez mais a interação entre todos eles é fundamental para combater a interioridade e as consequentes carências com que se debatem.  

É com esse espírito e renovada esperança, que desejamos a todos os Fregueses, seus Familiares e Amigos em geral, dentro e fora de Montalvão e Salavessa, Festas Felizes, um Santo Natal e esperançoso Ano de 2019.

Votos naturalmente extensivos a todos os Colaboradores da JFM, autarcas das freguesias e municípios, com que temos vindo a colaborar e a todos os que vêm dando o seu contributo individual em favor da Freguesia.

Reiterados votos de Boas Festas, com cordiais saudações,

 

O Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão

José da Silva Louro Possidónio

Mensagem do Presidente 

 

Prezados conterrâneos,

Passado que está mais um ano sobre a vida de cada um de nós e, naturalmente, mais um ano sobre a vigência dos atuais órgãos desta Junta de Freguesia, é ainda tempo de, em primeiro lugar,desejar que o ano de 2019 seja vivido por todos com saúde e harmonia pessoal e familiar e permita que cada um realize os principais objetivos de vida.

É também tempo de fazermos um breve balanço sobre o que de mais relevante se passou nesse período e, sobretudo, de perspetivar o futuro, passando assim por cima das múltiplas tarefas que correspondem ao trabalho quotidiano de uma autarquia, umas mais à vista de todos, outras nem tanto. Desde as intervenções de rua, às funções mais burocráticas, no interior da secretaria, são várias as obrigações que ocupam muito do tempo disponível, mas porque são um dever inerente à função autárquica, não nos merecem, de facto, maior referência do que as feitas atrás.

Porém, já o mesmo não acontece com a perspetiva de futuro que temos para a Freguesia, tendo em conta a respetiva condição de extrema interioridade e consequentes efeitos no seu despovoamento e gradual desertificação, como muito bem ficou evidenciado no estudo “O envelhecimento da população residente e a erosão demográfica na Freguesia de Montalvão – Antevisão para os próximos 20 anos”, que a Junta de Freguesia acolheu, com muito gosto, no seu portal informático, em “Demografia”, já consultadopor 1228 visitantes, até ao momento.

No seguimento do mesmo, promoveu e organizou a Junta de Freguesia, na Casa do Povo de Montalvão, uma reunião para debate da dramática situação demográfica que a todos nos deve preocupar, muito em especial aos que exercem funções de governação central, mas também local. Para tal reunião, realizada 11 de novembro de 2018, foram convidados a participar e participaram a maioria dos Presidentes das Freguesias dos municípios de Nisa, Castelo de Vide, Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, bem como convidados foram a ANAFRE-Delegação de Portalegre e todos os Presidentesdas respetivas Câmaras, e ainda alguns Alcaides das localidades mais próximas da Província de Cáceres e a própria Presidente da Diputación, que se fizeram representar.

Foi uma reunião histórica, na classificação dos presentes, por nela terem participado, pela primeira vez, tantos autarcas dos concelhos vizinhos, unidos por um absoluto espírito construtivo, procurando encontrar as soluções estruturantes mais prementes para um problema que a todas afeta, a umas mais intensamente do que a outras, e que só em estreita cooperação entre si poderá ser eficazmente combatido.   

Mas nessa procura de soluções estruturantes para futuro, tem procurado esta Junta de Freguesia criar e desenvolver iniciativas que permitam atrair, no mínimo visitantes, para Montalvão e Salavessa, dando-lhes ao mesmo tempo uma maior visibilidade e notoriedade até. Desde logo, a partir da criação na segunda metade de 2015 do já referido portal ou sítio informático da Freguesia, o qual até ao dia de hoje já atingiu os 14.624 visitantes, número já de si impressionante, e caminhando rapidamente para os 15.000, já que todos os dias os diversos itens que o compõem são consultados.

Assim acontece com os temas de conteúdo histórico sobre Montalvão e os seus notáveis, sobre a cultura do passado e a atual e sobre a economia local, em relação à qual os artigos sobre a Apicultura (2.929), a produção de azeite local (2.057) e também de queijo (1.043) merecem destaque particular.

Não é difícil entender as razões por que os itens “Localização e acessibilidades – Montalvão” (2.984) e “Concelho de Nisa”(3.116) são dos mais visitados. Tal procura deve-se, indubitavelmente, às regulares iniciativas culturais, desportivas e festividades que vêm sendo realizadas na Freguesia (Montalvão e Salavessa), graças à iniciativa, promoção e organização dos eventos que a sociedade civil vem realizando, através das diversas estruturas em que se organizou, a que a Junta tem dado todo o apoio possível, contribuindo desse modo para a dinamização cultural e social que consideramos fundamentais para nos tirar da situação em que nos encontramos ou, pelo menos, minimizá-la.

Igualmente com essa preocupação, manteve a Junta de Freguesia vários contatos com entidades distintas,relevando-se as reuniões havidas em Évora, com a Senhora Diretora da Direção Regional da Cultura do Alentejo e em Campo Maior, com o Presidente da Delta, Senhor Comendador Rui Nabeiro, ambas sendo da maior utilidade e muito cordiais.

Relativamente ao projeto de criação de um Centro de Interpretação Territorial, a instalar no edifício do antigo posto operacional da GNR, cuja cedência, como é sabido, vimos tentando desde meados de 2014 e foi efetivamente cedido pela própria GNR, em finais de 2015, para a finalidade pretendida pela Junta, a verdade é que falta ainda a Direção Geral do Tesouro e Finanças - enquanto entidade responsável pelo património do Estado -, conceder-nos o mesmo, possibilitando desse modo conferir-lhe utilidade social para a população da Freguesia e, ao mesmo tempo, evitando a sua degradação e ruína a  breve prazo.

Não obstante as várias insistências da nossa parte e a mobilização de influências a diferentes níveis, aguardamos desde meados de 2018 por uma resposta inequívoca e definitiva por parte daquela Direção e/ou do respetivo Secretário de Estado. É um silêncio que não deixa de nos causar muita estranheza, depois dos múltiplos contatos muito auspiciosos e construtivos que mantivemos com aquelas mesmas entidades. Não será, no entanto, por isso que desistiremos deste propósito, absolutamente convictos de se tratar de uma iniciativa da maior importância cultural, social e económica para Montalvão e, por consequência, não deixaremos de continuar a contatar as entidades que julgamos ainda poderem influir numa decisão definitiva ou, no mínimo, totalmente esclarecedora sobre os motivos deste inesperado impasse.

Ao invés da dificuldade que tem sido a concretização daquele objetivo, por motivos que nos são totalmente alheios,no início de 2018 criámos o Centro de Marcha e Corrida de Montalvão, o terceiro a nível distrital, mediante protocolo assinado pela JFM e a Federação Portuguesa de Atletismo, tendo sido convidados a subscrevê-lo os Caminheiros do Sever, de Montalvão e a Associação INIJOVEM, de Nisa.

Finalmente, um agradecimento aos colaboradores da Junta pelo trabalho realizado e, especialmente, a todos os que colaboram connosco de forma graciosa e com total disponibilidade, imbuídos, tal como nós, do desejo de fazer progredir a nossa terra e de a retirar da situação em que se encontra.

 

O Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão

José da Silva Louro Possidónio

 

Mensagem do Presidente

 

Prezados conterrâneos,

Como habitualmente, queremos desejar, em especial a todos os Fregueses de Montalvão e Salavessa, Festas Felizes, de Natal e Ano Novo, vividas em harmonia familiar e em solidariedade pessoal e institucional, tornando tais votos extensivos a todos os nossos Amigos e colegas autarcas.

A quadra natalícia é tradicionalmente uma época de maior coesão familiar e de partilha entre amigos, fazendo-nos crer que o Mundo poderá ser vivido de outra forma, com maior compreensão e solidariedade entre os povos, no fundo entre os seres humanos que todos somos, vulneráveis e efémeros, por muito que em determinados momentos das nossas vidas nos julguemos imunes a tudo o que nos rodeia.

O surgimento de um novo ano, renova-nos essa esperança e a a vontade de, pelo nosso lado, enquanto organismo democraticamente eleito, fazer mais e melhor, na medida do que estiver ao nosso alcance, em prol da comunidade que representamos.

Oportunamente daremos conta do que de mais relevante realizámos ao longo de 2019, já com a certeza de, finalmente, termos alcançado alguns dos objetivos estruturantes que vimos perseguindo desde 2014.

É com esse espírito de renovada esperança de maior progresso para a Freguesia, que desejamos a todos os Fregueses, Colaboradores da JFM, seus Familiares e Amigos, em geral, dentro e fora de Montalvão e Salavessa, Festas Felizes, um Santo Natal e esperançoso Ano de 2020.

Com as minhas cordiais saudações,

O Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão

José da Silva Louro Possidónio

COMUNICADO

José da Silva Louro Possidónio, Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão faz saber que, de acordo com as medidas enunciadas no Plano de contingência da Freguesia, estratégia nacional europeia de prevenção e contenção da doença provocada pelo novo coronavírus – COVID19 e ainda da deliberação do Conselho de Ministros de 19 do corrente mês,a partir da presente data são tomados procedimentos especiais e até 11 de Abril p.f. com vista a limitar o contágio e propagação da doença.

 

Horário da Secretaria da Junta de Freguesia

A secretaria estará encerrada ao público. Contudo, serão atendidas todas as situações consideradas inadiáveis quer através do email (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.) ou do telefone 245743132.

Quando não for possível utilizar aquela via o atendimento presencial funcionará apenas por marcação.

 

Horário do Posto de Correios

Período da Tarde das 13.30H ás 15.30H

Só é permitido a presença de uma pessoa no local de atendimento.

A distância de segurança recomendada entre pessoas deve ser respeitada.

Muito importante: Use sempre o desinfetante disponível.

Dirijo-me agora a Si que tem 70 ou mais anos mas também a Si que sofre de doençacrónica aconselhando a que permaneçam nas vossas residências, só devendo sair em circunstâncias excecionais.

Se nos contactar através dos meios de comunicação acima referidos, nós iremos á farmácia, ao Supermercado da Vila, á Junta de Freguesia, ao Posto de Correios, etc… NÃO HESITE.

Finalmente peço à população da Freguesia que acate as recomendações constantemente feitas pelas Entidades de Saúde.

Se formos cumpridores não há mal que não vencemos. Se não formos, seremos vencidos. Todos vamos vencer.

 

Montalvão, 23 de Março de 2020

O PRESIDENTE

Concelho de Nisa

Nisa é uma vila, sede de Concelho do Distrito de Portalegre, da Região do Alentejo, Sub-região do Alto-Alentejo (Norte Alentejano).

O concelho de Nisa faz fronteira com os concelhos de Gavião, Abrantes, Crato, Castelo de Vide e Vila Velha de Ródão. Possui uma área de 575,8 km2, tendo a sua densidade populacional evoluído de 14,9 em 2001, para 12,3 habitantes por km2, em 2013 (valores mais recentes disponíveis - fonte: PRODATA / Fundação Francisco Manuel dos Santos).

É constituído pelas freguesias de Alpalhão; União de Freguesias de Arez e Amieira do Tejo; União das Freguesias do Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e S. Simão; Montalvão; Santana; São Matias e Tolosa.

Com uma população residente de 8.559 indivíduos (2001), o concelho assistiu a um decréscimo populacional, entre 1991 e 2001, em cerca de 13,0% e entre 2001 e 2013 (7.091), de 17,2 %, denotando uma clara desertificação da região concelhia, comum, infelizmente, a toda a faixa do interior do país que urge suster e, tanto quanto possível, inverter com políticas e medidas apropriadas.

A sua população residente caracteriza-se por ser significativamente envelhecida, na medida em que o seu índice de envelhecimento (idosos por cada 100 jovens) é bastante superior ao de jovens (367,5 em 2001; 371,3 em 2013).

Em relação ao índice de dependência total, verifica-se que existe uma proporção da população bastante elevada que se encontra dependente da população ativa (indivíduos em idade ativa por idoso); aquele índice tem-se mantido constante desde 2001 e igual a 1,5. Esta situação regista-se em todas as freguesias do concelho (v. quadro abaixo).

Relativamente ao nível de instrução da população residente no concelho, podemos verificar que a mesma se caracteriza pelas baixas qualificações. De facto, da população residente com 15 e mais anos , 35,2% em 2001 e 21% em 2011 (2013, não disponível), não tinham nível de escolaridade e apenas 3,3 % e 6,9%, respetivamente, apresentavam formação de nível superior.

No respeitante à economia, o Concelho de Nisa apresenta uma taxa de emprego de 34,2% em 2011 (2013 não disponível) e uma taxa de desemprego de 8,3 % em 2001 e 12,4 em 2011, agravamento em linha com o que se regista em todo o Norte Alentejano.

O setor de atividade que emprega mais pessoas no concelho é o terciário (63,5% em 2001 e 72,6 % em 2011). No entanto, na freguesia de Tolosa o setor com mais expressividade é o setor secundário. A produção de queijo é uma atividade com peso significativo na economia local. Em todo o concelho, especialmente na freguesia de Tolosa, existem produtores de queijo de âmbito familiar, a par de unidades fabris de maior dimensão, dotadas de instalações e equipamentos modernos.

Ao nível da estrutura do tecido empresarial pode dizer-se que a maioria das empresas existentes no concelho pertence ao setor do comércio (cerca de 321). Logo de seguida estão as empresas ligadas á agricultura, produção animal, caça e silvicultura (cerca de 174) e ás indústrias transformadoras (125).

 As atividades mais relevantes para a economia do concelho estão ligadas atualmente  ao setor agro-pecuário (enchidos, queijarias), sendo outrora igualmente relevante o setor das indústrias extrativas (granito), entretanto desativada por força da crise da construção civil e obras públicas.

Há ainda a destacar o setor turístico (relacionado com as termas; o ecoturismo e o turismo cultural disseminados pelas freguesias, onde o concelho apresenta grandes condições de desenvolvimento). Outra das potencialidades do concelho prende-se com a proximidade do rio Tejo, como catalisador  de múltiplas atividades ligadas ao turismo, nomeadamente de animação turística e de conservação da natureza.

Fontes:
Valores referentes ao Município: PRODATA / Fundação Francisco Manuel dos Santos – v. "Demografia"
Nota final: para mais informações sobre o concelho sugere-se a consulta ao site do Município
 
Luís Gonçalves Gomes
 
19 agosto 2015

Demografia - “O envelhecimento da população residente e a erosão demográfica na Freguesia de Montalvão – Antevisão para os próximos 20 anos”

O concelho de Nisa ou melhor, as freguesias que o compõem - umas mais do que outras -, vêm evidenciando, sobretudo a partir da década de sessenta do século passado, um enorme decréscimo populacional, o que, aliás, é genericamente análogo ao sucedido na faixa interior do país. E quando se fala nesse interior, é necessário ter em conta, por muito exagerado que pareça, que isso corresponde a praticamente metade do território continental, no sentido longitudinal.

Associado a tal decréscimo da população residente nesse interior tão abandonado ao longo de décadas pelos poderes públicos, nomeadamente pelo poder central, está inevitavelmente a decadência geral das localidades afetadas pelo êxodo rural. Uma coisa arrasta a outra. Não havendo pessoas, deixa de haver comércio, apoio médico – hospitais ou centros de saúde – escolas, correios, bancos e tudo o mais que está associado à vida económica, cultural e social das populações.  Restam praticamente os lares de idosos e mesmo esses tendem a perder sustentabilidade, à medida que a população envelhecida, apesar da maior longevidade, chega, inexoravelmente, ao fim do seu percurso de vida. Não existe renovação que compense tais perdas definitivas, que é a única absoluta certeza que adquirimos ao nascer. E não há renovação, porque a população em idade ativa e de procriação, não dispondo de condições de vida digna ou até de sobrevivência, procura naturalmente outras paragens, onde possa encontrar melhores condições de realização profissional e pessoal, tanto a nível individual, como familiar. Foi isso que causou a emigração massiva nas décadas de sessenta e setenta, principal causa do decréscimo populacional, mas não a única. É essa mesma falta de condições no interior que impede a fixação de jovens e casais em idade ativa e procriadora. É tudo isso que urge corrigir agora, por meio de políticas e medidas estruturantes, estudadas e aplicadas a cada caso em concreto e não um conjunto de indistintas soluções transversais, sem atender às particularidades e necessidades específicas de cada localidade.

A Freguesia de Montalvão, ficando situada na parte mais interior do interior do nordeste alentejano, dificilmente ficaria imune a esse dramático flagelo. Os malefícios da interioridade são, de facto, uma catástrofe que nos afeta persistentemente há cerca de setenta anos, pois já a partir dos anos quarenta e cinquenta se começou a verificar o decréscimo da população residente. A não serem aplicadas medidas estruturantes - estruturantes e emergentes sublinha-se -, a erosão demográfica cavará de ano para ano um fosso ainda maior na já precária dimensão da Freguesia. De tal modo, que, daqui a “escassos” 20 anos, a população das localidades que a compõem – Montalvão e Salavessa - será pouco mais que residual, em especial a desta última, que ficará reduzida a metade dos que nela residem atualmente. 

É o que o estudo designado em epígrafe procura evidenciar, como matéria de reflexão e não mais do que isso, ou seja, não é vinculativo de coisa nenhuma, embora se pretenda, a partir dele, chamar a atenção dos órgãos decisores para esta nossa gritante realidade e para a necessidade de aqui acorrerem com as soluções que se imponham, com a plena consciência de que não podem ser medidas simples nem de efeito rápido, porque se trata de questões complexas e morosas. Mas enquanto, mesmo aquelas, não se tomarem, tarde ou nunca sentiremos os seus efeitos. Há que agir, portanto!

Incumbe primordialmente aos decisores políticos tomar as medidas necessárias, mas também a sociedade civil não pode manter-se alheia ou afastada do processo, dado que é um problema que a todos atinge e, por conseguinte, a todos interessa ver resolvido.

A Freguesia de Montalvão reúne potencialidades, que se forem valorizadas e integradas num plano estratégico de desenvolvimento da Freguesia, poderão contribuir decisivamente para suster, pelo menos, o processo de desertificação que a afeta desde há muitos anos.

Vale a pena lutar por isso, e se o fizermos de forma unida e coesa, maiores probabilidades de sucesso teremos. E ao fazê-lo, não seremos caso único, nem sequer os primeiros. 

 

Luís Gonçalves Gomes

28 fevereiro 2018

 

Demografia

Município de Nisa - dados estatísticos mais relevantes

2001 2011 2013
 População residente 8 559 7 412 7 091
 Densidade populacional (n.º médio indiv./km2) 14,9 12,9 12,3
 Freguesias 10 10 7
 Eleitores 7 970 6 977 6 683
 Jovens (%) (menos de 15 anos) 9,9 10 9,6
 População em idade activa (%) (15 aos 64 anos) 53,5 53,8 54,7
 Idosos (%)(65 e mais anos) 36,6 36,2 35,7
 Índice de envelhecimento (idosos por cada 100 jovens) 367,5 364 371,3
 Indivíduos em idade activa por idoso 1,5 1,5 1,5
 Famílias (2) 3 668 3 218 -
 Dimensão média das famílias (2) 2,3 2,2 -
 Nascimentos (3) 47 37 33
 Óbitos 187 165 159
 Taxa de mortalidade infantil (‰) (óbitos de crianças < 1 ano / 1000 nascim.) 0 0 0
 Saldo natural (difer.entre total nascim./ 1000 nascim) -140 -128 -126
 Edifícios de habitação familiar 6 772 7 174 7 190
 Valores médios de avaliação bancária dos alojamentos (€/m2) - 796 804
 População residente de 15 e mais anos, sem nível de escolaridade (%)(2) 35,2 21 -
 População residente de 15 e mais anos, com ensino secundário (%)(2) 8,6 10,8 -
 População residente de 15 e mais anos, com ensino superior (%)(2) 3,3 6,9 -
 Museus 0 1 1
 Sessões de espectáculos ao vivo 0 14 12
 Espectadores de espectáculos ao vivo  - 2 560 5 848
 Hospitais 0 0 0
 Centros de saúde 1 1 -
 Farmácias (6) 6 5 5
 Habitantes por pessoal ao serviço nos centros de saúde 164,6 231,6 -
 Crimes registados pelas polícias por mil habitantes 20,3 19,4 22,7
 Empresas não financeiras (7) - 698 -
 Pessoal ao serviço nas empresas não financeiras (7) - 1 241 1 218
 Bancos e caixas económicas 3 3 3
 População activa (2) 2 994 2 634 -
 Taxa de emprego (%)(2) (popªº. emprg. /100 indiv > 15 anos) 35,4 34,2 -
 População empregada no sector primário (%)(2) 8,6 5,9 -
 População empregada no sector secundário (%)(2) 27,9 21,5 -
 População empregada no sector terciário (%)(2) 63,5 72,6 -
 Taxa de desemprego (%)(2) (popªº desemp. / 100 ativos) 8,3 12,4 -
 Pensionistas da S.S. e CGA em % da popªº residente (> 15 anos) - 62,9 64,3
 Beneficiários do RSI em % da população residente (>15 anos) - 4,5 2,9
 Beneficiários do subs. Desempr. em % da popªº residente (>15 anos) 0,5 1,9 1,8
 Despesas da Câmara Municipal por habitante (€) - 1 434,00 1 544,70
 Receitas da Câmara Municipal por habitante (€) - 1 649,10 1 615,50
 Receitas fiscais da Câmara Municipal (%) - 10,6 7
 Receitas da Câmara Municipal com IMI por habitante (€) - 46,3

78,2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                              Fonte: PRODATA / Fundação Francisco Manuel dos Santos

 

Luís Gonçalves Gomes

(Compilação e organização do quadro)

19 agosto 2015

 

Topónimo de Montalvão

A origem do nome de Montalvão é controversa, tantas e tão diversas são as interpretações dadas por distintos autores. A mais comum e simplista baseia-se na formulação das três perguntas seguintes:

1ª Será Montalvão formada de Monte e Alvão, sendo alvão o nome de ave semelhante a andorinha?

2ª Será, por outro lado, Montalvão formado pela junção dos elementos Monte+alvo+ão, significando monte muito branco?

3ª Ou, por último, será o atual topónimo Montalvão originário da designação da localidade francesa Montauban?

Nesta última interpretação, inclui-se o consagrado toponimista Dr. Joaquim da Silveira, que consultado sobre a origem deste topónimo, se mostrou convicto da sua origem externa, tal como outros, dando como exemplos os casos de Montalvan (Córdova) ou Montalban (Teruel) em Espanha; Mont’auban, Montauban ou Monte Albano (séc. XIII) em França; ou ainda Montalbano em Itália.

A propósito da designação italiana, é curioso notar que a designação que é utilizada na carta “La Spagna”, apresentada noutro separador deste "sitio", utiliza a designação “M. Alban” associada à figuração de uma fortificação, demonstrando, do mesmo passo, a importância que esta pequena localidade tinha, ao ponto de figurar numa carta (pena não estar identificada a respetiva data), atualmente existente no Palazzo Vecchio em Florença-Itália “Sala  della Guardaroba Medicea – Tavola geografica- Stefano Buonsignori”.

Mas além daqueles exemplos, temos o caso de Puebla de Montalbán, nobre e antiga vila na  província de Toledo (Castilla-La Mancha)-Espanha. Para além da acima referida Montalban, vila e município da província de Teruel (Aragão), igualmente em Espanha.

Já relativamente à eventual derivação da francesa  Montauban, a circunstância de o Alentejo ter sido colonizado por franceses, após a expulsão dos mouros deste território, segundo a nota inserta em http://www.cm-nisa.pt/nisa_historia.htm, as últimas investigações realizadas pelo Prof. Carlos Cebola (Carlos Dinis Tomás Cebola - Nisa, A Outra História, edições Colibri / Câmara Municipal de Nisa, 2005), permitiram-lhe concluir o seguinte:

"Em 1199 D. Sancho I doa a Herdade da Açáfa à Ordem do Templo. Este território era delimitado, de modo muito sumário, a norte pelo Rio Tejo e a sul detinha parte do território dos actuais concelhos de Nisa, Castelo de Vide e parte do território espanhol junto á actual fronteira. Estas doações tinham como objectivo fixar moradores em zonas ermas e despovoadas e consequentemente defender o território.

Os Templários edificaram uma fortaleza que os defendesse dos infiéis e sinalizava a posse desses territórios. Ao mesmo tempo o monarca anuncia a vinda de colonos franceses, que chegaram de forma faseada, sendo o último grupo destinado ao povoamento do território da Açafa.

Instalaram-se junto das fortalezas construídas pelos monges guerreiros e aí ergueram habitações, fundaram aglomerados populacionais a que deram o nome das suas terras de origem. É neste sentido que surge possivelmente o de Nisa, ou seja sendo os primeiros habitantes oriundos de Nice, ergueram aqui a sua “ Nova Nice” ou melhor dizendo, a Nisa a Nova, que encontramos nos documentos, e quando surge o termo Nisa a Velha, este refere-se á sua antiga terra de origem, a Nice francesa.

Assim terão nascido Arêz (de Arles), Montalvão (de Montauban), Tolosa (de Toulouse), cidades do Sul de França"...

Em Portugal existem outras localidades e até bairros com idêntica toponímia, como o de Montalvão em Setúbal ou da Cruz de Montalvão em Castelo Branco, quiçá outros.

Talvez por esta disseminação de nomes semelhantes por terras portuguesas, aquele toponimista também admite a formação do nome com origem genuinamente portuguesa, baseando-se nos nomes congéneres, que se encontram espalhados por diversas regiões do país, como já referido acima, embora a sua inclinação aponte mais no sentido da origem francesa, até por associação entre a nossa Tolosa - tal como Montalvão pertencentes ao concelho de Nisa -, e Toulouse, em França. É, no entanto, uma tese discutível, tal como as outras, aliás.

Alguma origem toponímica terá, disso não restam dúvidas, qual delas, é o que continua por apurar, até que algum estudioso mais preocupado e interessado nestas pesquisas descortine a verdadeira e única origem. Entretanto, para um esclarecimento mais aprofundado que aqui não cabe fazer, recomendamos a leitura das publicações que referenciamos infra, em Bibliografia, além de outras, naturalmente, que versem estas matérias.

O que importa aqui salientar é que Montalvão é uma simpática localidade carregada de história, como noutros separadores procuramos dar a conhecer, a qual convidamos a visitar. 

Luís Gonçalves Gomes

19 agosto 2016

Bibliografia:

(1) MOURATO, António Cardoso e outros*, "Montalvão, Elementos para uma Monografia desta Freguesia do Concelho de Nisa; Ed. Comissão Conservadora das Obras da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios de Montalvão; 1980; pp. 43 e 44.
* Participaram igualmente na compilação de contributos para a publicação, os Senhores: António José Belo; António Pinto Pestana Fraústo; José Maria da Silva; Virgílio Barata Falcão.
(2) ROSA, Jorge, "Montalvão,Ecos duma História Milenar"; Ed. Colibri/Câmara Municipal de Nisa; 2001; p. 42.
(3) BENTO, Luís Mário, "O Anel de Lázaro, Romance histórico sobre as vilas de Nisa e Montalvão"; Ed. Colibri; 2015; pp.39 e 41.

Acervo patrimonial

Do acervo patrimonial atualmente mais relevante de Montalvão fazem parte:

I - Da Freguesia:

- A Igreja Matriz - Património de Interesse Municipal (Decreto 129 /77, DR I Série, n.º 226 de 29-09-1977);

- Castelo - Monumento de Interesse Público (MIP) - (Portaria 643 / 2012, DR, 2ª Série n.º 212 de 02-11-2012);

Inclui, Arca Sepulcral, trabalhada, exibindo na face lateral intacta: uma Cruz de Cristo e elementos florais (alcachofras); nos topos podem igualmente ver-se os restos de uma Cruz de Cristo e de um Brasão familiar?

- Ermida de Nossa Senhora dos Remédios (fora da malha urbana; estrada de acesso à Barragem e a Cedillo-Espanha;

- Capela de São Pedro (Rua de S. Pedro);

- Capela de S. Silvestre (fora da zona urbana, no extremo do termo de Montalvão confluente com Póvoa e Meadas)

- Capela do Espírito Santo (Rua da Corredoura; desativada para o culto religioso);

- Capela de Santo André (situada no aglomerado de S. André; desativada para o culto religioso);

- Casa do Forno (atualmente forno comunitário de Montalvão);

- Casa do Povo (Rua de S. Pedro);

- Antiga Escola Primária (Rua da Escola);

 

I.a - Outros edifícios privados com interesse:

- Edifício onde funcionou a sede do antigo Município de Montalvão (Praça da República);

- Pátio com vestígios do antigo convento (Rua de S. Pedro/Rua do Arneiro);

- Antiga escola primária de rapazes (Rua de S. Pedro);

- Antiga casa paroquial e primitiva escola primária de raparigas (Rua da Barca);

 

II - Da Santa Casa da Misericórdia de Montalvão

- Igreja da Misericórdia (frente à Igreja Matriz - Largo Manuel Godinho);

- Lar da Santa Casa da Misericórdia de Montalvão - Lar Joaquim Maria da Costa (Rua do Adro);

- Antigo Centro de Dia (anexo à Igreja da Misericórdia, onde terá funcionado outrora uma albergaria, depois um hospital  - eventualmente criado na época de D. João II / D. Manuel - e, antes do Centro de Dia, um anexo à antiga escola de rapazes, na Rua de S.Pedro e, posteriormente, uma cantina escolar) (Travessa da Praça);

- Praça de Touros (extremo da Rua de Ferro; bifurcação com estradas de acesso a Salavessa e Santo André);

Luís Gonçalves Gomes

19 agosto 2015

Coletividades locais

 

- Associação Cultural e Recreativa "Vamos à Vila"

- Associação de Caçadores e Pescadores, os Amigos de Salavessa (CCPAS) - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

- Zona de caça associativa (Salavecaça) - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

- Grupo Coral EmCanto

- Associação de Caçadores do Sever e do Tejo

- Associação de Caçadores da Herdade do Sobral

- Clube de Caçadores da Fonte da Feia

Festividades de Montalvão

Religiosas

Graças à forte religiosidade da população montalvanense (v. "Capelas" e "Tradições Religiosas" neste "sítio"), durante muitos anos realizaram-se diversas festividades religiosas, nas celebrações natalícias, pascais e outras, com caráter regular ou mais aleatórias, que o passar dos anos e sempre o decréscimo demográfico foi diluindo e fez mesmo desaparecer.

Das que restaram, com respeito absoluto pela data de celebração e de organização, releva-se a festa religiosa em honra de Nossa Senhora dos Remédios, a quem os montalvanenses, muito especialmente, dedicam e partilham enorme devoção, deslocando-se em romaria à Ermida respetiva, nesse dia tão ansiado por todos os residentes na localidade ou que a ela se deslocam propositadamente.

Fora essa, para além das celebrações litúrgicas de Natal, Páscoa e durante o mês de Maio, pretende-se agora recriar e revitalizar, em conjunto com as populações de Montalvão e Salavessa e de Póvoa e Meadas, a celebração em honra de S. Silvestre, através da romaria à capela respetiva e das festividades organizadas em torno deste Santo Papa, Silvestre I (v. "Tradições Religiosas- S. Silvestre", neste "sítio")

 

- Imagem de Nossa Senhora dos Remédios, em procissão, junto à Ermida - 8 setembro; ver fotos

 

Feira semanal

Semanalmente, ocorre uma feira ou mercado ambulante, num dos adros da Igreja Matriz, com venda de artigos diversos, conforme ilustrado pela foto infra.

- Feira semanal de artigos de vestuário, calçado e diversos

"Touradas à vara larga"

Montalvão dispõe de uma praça de touros com razoáveis dimensões e com condições mínimas para a prática do toureio, muito embora a modalidade mais típica e recorrente sejam as as chamadas "touradas à vara larga". Esta tradição, que é transversal a muitas outras localidades do norte alentejano, vem de tempos imemoriais, realizando-se anteriormente à existência do atual recinto dentro da povoação, mais precisamente na Praça da República, onde se situava e situa o edifício do antigo município, sendo o redondel formado por carros de tração animal.  

Foi construída em 1933, com inauguração no dia 7 de setembro daquele ano, propositadamente para as festividades populares em honra de Nossa Senhora dos Remédios, já que nessa data memorável a obra não se encontrava totalmente concluída.(1) Desde então, a realização destas touradas passou a estar indelevelmente associada às festividades populares de Nossa Senhora dos Remédios, e a elas assistem  centenas de pessoas autóctones e forasteiras, inclusive da vizinha Cedilho-Espanha.

Fora dessa época, também é comum a realização destes espetáculos taurinos, seja em favor de obras de benemerência ou para angariação de receitas com diferentes finalidades.  

 

- Touradas à "Vara Larga"; ver fotos

Outros eventos:

Além dos eventos antes referidos, com caráter regular e, digamos, já consolidados, ocorrem ao longo de todo o ano em Montalvão diversas inciativas de tipo cultural, de contato com a natureza ou de entretenimento, que são objeto de profusa divulgação por diferentes formas, tornando impraticável serem aqui explicitados.

Revivendo antigas tradições pascais, vêm sendo realizadas desde há alguns anos as "chocalhadas pascais", mais precisamente no "sábado da aleluia", à semelhança do que ocorre noutras localidades da freguesia (v. "Festividades da Salavessa", neste "sítio") ou até do distrito. Uma vez mais, realizou-se em Montalvão a tradicional chocalhada pelas ruas, entre as 23 e 24 horas, a que aderiram inúmeras pessoas.

Luís Gonçalves Gomes

19 agosto 2015

 

Percursos pedestres e culturais

No território pertencente à Junta de Freguesia de Montalvão - Montalvão e Salavessa - estão definidos vários percursos pedestres, de diferente temática, um dos quais, em especial, tem despertado um crescente interesse, graças à organização e dinâmica patenteadas pelo INIJOVEM-Associação para Iniciativas para a Juventude de Nisa, cujo link identificamos no separador respetivo, neste "sítio" (a consultar, para informação mais completa e atualizada).

A Câmara Municipal de Nisa editou a brochura "Guia de Percursos Pedestres", no qual estão identificados os diversos percursos estabelecidos no concelho, correspondendo à Freguesia de Montalvão os PR 6 - Rota dos Açudes (Salavessa); PR 7 - Entre Azenhas (Montalvão); PR 8 - Trilhos do Moínho Branco (Montalvão).

Anualmente e desde há dezassete anos, o que é notável, o INIJOVEM organiza a chamada "Rota do Contrabando", de que se publicam algumas imagens bem demonstrativas do festivo ambiente criado em torno da mesma, entre portugueses e espanhóis, dado a mesma se realizar entre Montalvão e Cedillo, na vizinha Espanha, correspondendo a um percurso de 16 km, outrora feito por contrabandistas.

Luís Gonçalves Gomes

19 agosto 2015

Rota do Contrabando

 

 

ver mais em Rota do Contrabando

 

Rota Montalvão

 

   

 

Rota Rio Sever

 

 

 

 

 

 

Rota Moinhos - rio Sever

A importância dos moinhos na economia local (ver)

 

 

 

 

 

Fotos promocionais de INIJOVEM e outras do domínio público, ser referência autoral

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II Concerto de Encerramento de Época do G. C. EmCanto


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