logotype
  • Mapa do Site
  • Início
  • Junta de Freguesia
    • Executivo
    • Assembleia de Freguesia
    • Calendário eleitoral
    • Número de Eleitor
  • Montalvão
    • Concelho de Nisa
    • Topónimo
    • Historiografia
      • Origens de Montalvão
      • Livro das Fortalezas
      • A Campanha de 1704
      • A Guerra das Laranjas
      • Inquisição em Montalvão
    • Personalidades Históricas
      • Pe. Manuel Godinho
      • D. frei Vasco Fernandes
    • Iconografia Religiosa
      • Nossa Senhora das Graças
      • Nossa Senhora dos Remédios
      • Santa Maria Madalena
      • São Silvestre
      • Santo André
      • São Marcos
    • Antigo Município
    • Heráldica
      • Processo de Criação
      • Elementos do Brasão
    • Demografia
      • Estudo - Caso de Montalvão
      • Cooperação transfronteiriça
      • Congressso AMAAlentejo
    • Fauna e Flora
    • Galeria de Fotos
  • Salavessa
    • Origens de Salavessa
    • Topónimo
    • Figuras Notáveis
  • Espaço do Visitante
    • Localização e Acessos
      • Montalvão
      • Salavessa
    • Acervo patrimonial
      • Arte Rupestre
      • Castelo de Montalvão
      • Igrejas
        • Igreja Matriz de Montalvão
          • Unidades de Medida
        • Igreja de Salavessa
      • Capelas
      • Ermida N. S. dos Remédios
      • Misericórdia de Montalvão
        • A instituição SCMM
        • O Assistencialismo, essência da espécie humana
        • O Assistencialismo em Montalvão, a primeira rede médica
        • Origem da Misericórdia em Montalvão
        • Igreja da Misericórdia
        • Outro património
      • Casa do Forno (comunitário)
      • Antigas Esc. Primárias
        • Montalvão
        • Salavessa
      • Antigo Convento
      • Cruzeiro de Montalvão
    • Coletividades locais
    • Assistência Social
      • SCMM - Lar Joaquim M. Costa
      • Centro de Convívio Salavessa
    • Feiras e Romarias
      • Festividades de Montalvão
      • Festividades de Salavessa
    • Percursos pedestres
    • Gastronomia regional
      • Produtos
      • Pratos regionais
      • Comércio Local
    • Publicações sobre Montalvão
    • Arte e Cultura Popular
      • Figuras Populares
      • Artesãos
      • Poetas Populares
      • Canções Tradicionais
      • Tradições Populares
        • Os Quintos
      • Tradições Religiosas
        • São Silvestre
      • Artes Performativas
        • Antigas Bandas Filarmónicas
        • Grupo de Teatro
        • Rancho Folclórico
        • Agrupamento Música Pop
        • Grupo Coral EmCanto
      • Estórias da Nossa Terra
        • Por José Morujo Júlio
        • Por Luís Mário Bento
        • Por Jorge Rosa
    • Desporto
      • José Morujo Júlio
      • Centro de Marcha e Corrida
    • Ensino
      • Professores
    • Economia local
      • Produção de Azeite
      • Produção de Queijo
      • Apicultura
      • Ervanária
  • Espaço do Cidadão
    • Prestação de serviços
    • Editais
    • Preçários
    • Documentos relevantes
      • Arquivo Municipal de Nisa
      • Ponte Cedillo - deliberação
    • Protocolos
    • Comissões
    • Obras e Projectos
    • Códigos Postais
    • Agenda
    • Notícias
    • Código de Conduta
  • Contatos
  • Links

POR MONTES SAGRADOS NUNCA DANTES PERCORRIDOS

Morreria de bom grado pelos meus filhos e netos e principalmente pela esposa que não me canso de “aturar”. Logo a seguir, toca-me sobremaneira a minha terra com o casario de branco vestido e não obstante o semi-abandono dos campos, abdicando de dourados trigais que deram lugar a bravios estevais, mesmo assim, basta-me o aroma agridoce das charas para não me cair no esquecimento.

A nossa terra está salpicada de pequenas ermidas que os templários quiseram perpetuar chamando a si os deuses para abraçar as terras que lhes dariam o pão.

Há oito dias, revisitei o local onde outrora teria sido erguida a capela dedicada a Santa Maria Madalena, que os antigos montalvanenses alcunharam de “Badalena”, junto à horta do meu avô Manuel Morujo. Vi blocos de granito, outrora naturalmente da capelinha e agora a sustentar o portal de um antigo curral, e um pedaço de telhão – irá para o nosso prometido museu –coisa pouca, comparada com o que poderia ser um testemunho imorredoiro.

Embalado pelo achado vou dali com a minha mulher à procura de outros tesouros. Com a velha Toyota lá fomos nós caminho fora em direcção ao Pero Galego; já com sobe e desce pronunciados vejo nos montes fronteiros outros caminhos. Para chegar até lá, fui dar ao ribeiro sem me aperceber de que o caminho findava ali e que a carrinha que não sabe quantos são 4X4 ficou especada perante o curso de água sem pinga.

A D. Fernanda bem me dizia: - Olha que o caminho não continua”, mas como acreditar nas mulheres “É crer no diabo”, como diz a canção, não liguei e o resultado aí está: avancei mato fora, qual “bulldózer”, até que a japonesa assenta o cavername no chão como que a dizer:”daqui não saio daqui ninguém me tira”, enquanto alguém me chingava o juízo, com razão está bom de ver.

Felizmente com pouco carrego, apenas alguma água, lá bem no fundo do barranco, olhámos, com receio de arranjar algum torcicolo, para a empinada montanha, e só de olhar já dava ânsias; e ala que se faz tarde, arrancámos em direcção à estrada da Salavessa, só que o raio do cerro não se estendia antes se empinava, tudo isto pela esturreira do sol. A muito custo chegámos à estrada, junto à Charneca do Senhor José Godinho, e continuámos enquanto carros e carrinhas de várias marcas passavam naturalmente comentando: “valente casal sem medo de fazer caminhadas a esta hora”! Cansados, doridos, cheios de sede, mas com vergonha de pedir boleia, lá fomos orgulhosamente cientes do desforço despendido. Felizmente que o Santo André se lembrou de colocar um chafariz no nosso caminho e ali nos dissecámos fazendo jus a qualquer bejeca gelada.

Horas depois estava a contactar  o Tiago, filho do Alexandre e afilhado/sobrinho do Manel do Monte Queimado e este jovem pega num tractorzorro, com potência para arrancar a Torre de Piza pela raiz, e vai até ao fundo do cerrado pegando na caranguejola em “ardemala” até lá acima enquanto eu sentado e melhor almoçado tirava fotos para mais tarde me lembrar da asneira que fiz.

Na manhã seguinte toca a visitar mais vestígios sagrados: Santo António, S. Silvestre, Santa Margarida, ainda com nichos e altar e com uma azinheira ao meio nascida – o que para os lados de Fátima seria “milagre”; e na foz da Ribeira de S. João, o Santo Isidro, santuários que dizem os antigos eram visitados por um velho padre que de burro por ali pregava a palavra Sagrada.

 

José Morujo Júlio
20Agosto2020

 

Poetas Populares

António Branco

António José Belo
O Meu livro

João Póquito

José Maria Morujo

Júlio Baptista Morujo

António Graça Henriques
Livro 1 e 3 / Livro 2

José da Graça de Matos
Montalvão - Recordar o Passado

João Gordo do Rosário Correia

José António Vitorino "Ti Zé do Santo"
Terra Pousia (Salavessa)

Manuel dos Santos Tavares

Tempo em Montalvão

 

Telefones Úteis/Emergência

Posto Farmacêutico
Móvel de Montalvão
2ª a 6ª f., 10:15h. às 12:30 h.
Farmácia Gavião: 241 631 287
 
 
GNR - Posto Territorial de Nisa:
245 410 116

Bombeiros Voluntários de Nisa:
245 412 303

 

  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
2020  Freguesia de Montalvão   Desenvolvido por Nuno Tavares - Conteúdos iniciais por Luís Gonçalves Gomes - Actualizações pela J. F. Montalvão
top